Duna: Parte Dois (2024)
Filme · 2024 · 2h46 · Título original: Dune: Part Two
Paul Atreides se une aos Fremen e encara o próprio destino em Arrakis.
Filme · 2024 · 2h46 · Título original: Dune: Part Two
Paul Atreides se une aos Fremen e encara o próprio destino em Arrakis.
Depois da queda da Casa Atreides, Paul e sua mãe, Jessica, vivem entre os Fremen no deserto de Arrakis. Enquanto aprende os costumes do povo do deserto e se aproxima de Chani, Paul precisa decidir se aceita o papel de messias que outros escreveram para ele, sabendo do que essa escolha pode desencadear.
A segunda parte entrega tudo o que a primeira prometia. Villeneuve filma o deserto com uma grandeza que poucos diretores conseguem hoje, e a sequência da montaria no verme de areia já nasce clássica. O roteiro é mais confiante e trata a ascensão de Paul com a ambiguidade que o livro pede: é difícil torcer por ele sem desconforto. Zendaya ganha espaço e vira a consciência da história, enquanto Austin Butler cria um Feyd-Rautha inquietante, filmado num preto e branco infravermelho marcante. Em alguns momentos a escala engole os personagens, mas como espetáculo de ficção científica é dos melhores da década.
Lançado em 2024, o longa-metragem de Denis Villeneuve completa a adaptação do romance Duna, publicado por Frank Herbert em 1965 e considerado um dos pilares da ficção científica literária. Dividir o livro em dois filmes foi decisão de projeto desde o início: o Duna de 2021 cobre a chegada da Casa Atreides a Arrakis e a traição que destrói a família, enquanto esta continuação adapta a segunda metade do romance, dedicada à vida de Paul entre os Fremen.
O roteiro é assinado por Villeneuve e Jon Spaihts, parceiros também na primeira parte. As paisagens do planeta desértico foram filmadas em locações reais na Jordânia e em Abu Dhabi, com interiores rodados em estúdio na Hungria. A opção por cenários físicos, em vez de fundos digitais, explica a sensação de calor, poeira e escala que atravessa a produção.
O elenco combina nomes que retornam do primeiro filme com reforços para os núcleos novos da trama, em especial a corte imperial e a família Harkonnen. Os principais personagens e seus intérpretes:
O núcleo temático de Duna: Parte Dois é a desconfiança em relação ao herói carismático. Frank Herbert concebeu a saga como um alerta sobre líderes que se apoiam na fé das multidões, e Villeneuve leva essa ideia a sério. A profecia do Lisan al-Gaib, semeada pelas Bene Gesserit para manipular os povos do deserto, é tratada como engrenagem política, não como milagre. Cada conquista de Paul vem com deslumbramento e incômodo.
Há ainda camadas de colonialismo e ecologia. Arrakis é a única fonte da especiaria melange, recurso que move a economia e as viagens do império, e quem a controla controla o universo conhecido. Os Fremen, explorados por sucessivas casas nobres, enxergam no estrangeiro uma promessa de libertação, e o roteiro examina essa esperança com cuidado. A divisão entre os Fremen céticos do norte e os fervorosos do sul ajuda a tornar esse debate visível na tela.
Villeneuve trabalha com planos abertos, silhuetas minúsculas contra dunas gigantes e uma arquitetura brutalista que domina os espaços de poder. A fotografia de Greig Fraser alterna a luz dourada e dura do deserto com interiores sombrios e a paleta monocromática de Giedi Prime, planeta natal dos Harkonnen. É um filme que se comunica primeiro pela imagem, com diálogos econômicos.
A trilha de Hans Zimmer mistura vozes, percussão e texturas eletrônicas que soam mais como clima do que como melodia, e o desenho de som faz do rumor dos vermes de areia uma presença física. A montagem de Joe Walker administra quase três horas sem pressa, alternando intimidade e batalhas de grande escala. Na cerimônia do Oscar de 2025, o filme venceu nas categorias de Melhor Som e Melhores Efeitos Visuais, além de concorrer a Melhor Filme.
Quem leu o romance vai notar mudanças de ritmo e de ênfase. O roteiro comprime a passagem do tempo entre os Fremen, que no livro se estende por anos, e amplia o papel de Chani, que deixa de ser apenas companheira para virar o ponto de vista mais crítico da narrativa. Lady Jessica, por outro lado, ganha contornos mais sombrios como articuladora da profecia. São escolhas que reforçam a leitura de Herbert sem trair o original.
Antes de Villeneuve, o livro já havia inspirado o Duna de David Lynch, de 1984, e um projeto nunca filmado de Alejandro Jodorowsky, tema do documentário Jodorowsky's Duna, de 2013. A versão atual é a primeira a agradar ao mesmo tempo crítica, público e leitores antigos de uma obra tida como inadaptável.
A sequência não admite atalhos, porque a história começa no meio de um conflito que só faz sentido para quem acompanhou a queda dos Atreides. Siga esta ordem:
Uma terceira parte, baseada em O Messias de Duna, segundo livro da saga, já foi anunciada com Villeneuve na direção. O Duna de Lynch é uma curiosidade para quem gosta de comparar leituras, mas pertence a outra continuidade e pode ser deixado para depois, sem prejuízo para entender a trama dos dois filmes atuais.
Duna: Parte Dois é sessão para tela grande, som alto e atenção plena. Funciona melhor para quem gosta de ficção científica de escala épica, intriga política e mundos construídos com detalhe, e pode testar a paciência de quem espera ação constante. Se a viagem pelo deserto agradou, o guia tem outras paradas no mesmo território, todas reunidas na seção de ficção científica:
Para descobrir quais títulos de ficção científica e aventura estão disponíveis, faça o teste IPTV e confira o catálogo antes de assinar. Depois, compare os planos de IPTV e escolha o que combina com o número de telas da sua casa.
Para ver Duna: Parte Dois na TV, no TV Box ou no celular, faça o teste IPTV grátis do Hostel TV e confira o catálogo sob demanda no seu aparelho antes de assinar. Se for sua primeira vez com IPTV, o guia como instalar IPTV mostra a configuração passo a passo.
Sim. A Parte Dois começa imediatamente depois dos acontecimentos de Duna, de 2021, sem recapitulação extensa. Sem o primeiro filme, você perde a apresentação de Arrakis, a queda da Casa Atreides, a relação de Paul com a mãe e o motivo de os Fremen enxergarem nele uma figura profética. As duas partes foram pensadas como uma única história dividida ao meio.
Sim. O filme adapta a segunda metade de Duna, romance de Frank Herbert publicado em 1965. O livro deu origem a uma longa série de continuações escritas pelo próprio Herbert, como O Messias de Duna e Os Filhos de Duna. A adaptação faz ajustes de ritmo e amplia personagens como Chani, mas preserva a crítica ao messianismo que move a obra original.
Sim. Na cerimônia de 2025, o longa venceu os Oscars de Melhor Som e Melhores Efeitos Visuais. Também concorreu a Melhor Filme, Melhor Fotografia e Melhor Design de Produção. O reconhecimento reforça a força artesanal da produção, que combinou locações reais no deserto com efeitos digitais integrados de forma quase invisível ao cenário.
Sim. Uma continuação baseada em O Messias de Duna, segundo romance de Frank Herbert, foi anunciada com Denis Villeneuve novamente na direção e Timothée Chalamet de volta como Paul Atreides. O livro se passa anos depois dos eventos da Parte Dois e aprofunda as consequências das escolhas do protagonista. Para não estragar a experiência, vale chegar a essa continuação conhecendo bem os dois primeiros filmes.